Música coreana para os meus ouvidos

The Cure 살자

 

Comecemos por falar um pouco de cada uma das pessoas que criaram este álbum de que vos vou falar hoje.

Seo Jung-kwon (서정권), mais conhecido por Tiger JK, é um rapper coreano-americano e um dos fundadores do grupo de hip-hop Drunken Tiger. Nascido em Seul, Coreia do Sul a 29 de Julho de 1974, criou e foi director executivo da Jungle Entertainment e casou com a cantora/rapper Yoon Mirae (Tasha). O casamento teve lugar em 2007 e o casal tem um filho chamado Jordan Seo, nascido em 2008 (que é super fofo!). Faz parte da crew de hip-hop coreano intitulada “The Movement”.

Tasha Reid (nome verdadeiro: Natasha Shanta Reid), é mais conhecida pelo seu nome coreano Yoon Mi-rae  e também faz parte do The Movement. É considerada uma das melhores (na minha modesta opinião, a melhor) rapper coreana. 

 Bizzy (Park Jun Young) é um rapper que também fez parte da Jungle Entertainment. Participou no álbum do Leesang.

Os três fazem agora parte da editora FEELGHOODmusic, criada pelo Tiger JK, da qual ele e a mulher são os directores executivos.

Primeiro, este álbum não é um álbum do Drunken Tiger. É um álbum de colaboração portanto o som não é tão poderoso em comparação com o que o Tiger costuma lançar mas isso não implica menos qualidade, nem nada que se pareça. Não vem em nome dos MFBTY mas em nome de Drunken Tiger, Yoon Mirae e Bizzy. A explicação dada no YouTube oficial do grupo é:

“MFBTY is for group projects. This album is under Tiger with T & Bizzy featuring because the message & meaning behind this album are so personal to him. Don’t worry, MFBTY still exists. ”

“MFBTY é para projectos do grupo. Este álbum é assinado por Tiger com T & Bizzy porque a mensagem e o significado por trás deste é tão pessoal para ele. Não se preocupem, os MFBTY ainda existem.”

Quando encomendei o álbum confesso que nem olhei para as características físicas dele portanto quando o vi fiquei surpreendida porque é do tamanho de um LP. Até pensei que me tinha engano e tinha encomendado a versão errada mas não!

O CD vem pousado em cima de um disco (infelizmente agora não posso tirar fotos porque não tenho o cd comigo mas prometo actualizar o artigo com fotos mal possa!), parecendo mesmo que é um disco de vinil. Traz um booklet do tamanho do invólucro, com poucas mas bonitas fotografias (btw, o Tiger JK e a Tasha são dos casais mais bonitos que já vi!) e todas as letras das canções do álbum.

O álbum abre com Beautiful Life, uma canção que mesmo não entendendo grande parte da letra, se consegue perceber que apresenta uma mensagem positiva. Lendo a letra traduzida, confirma-se. É sobre esperança, amor e ultrapassar desafios que a vida nos coloca. A melodia é simples mas bonita e as mudanças de ritmo tornam a canção interessante.

Segue-se 첫눈이 오면 설레였던 꼬마아이 (Time Travel). Gosto imenso do início e de o facto de a Tasha ter um papel proeminente na canção, o que aliás é comum ao resto do álbum. Apresenta um ritmo mais funky que dá vontade de abanar a cabeça.

살자 (The Cure) é o single de apresentação do álbum. Para mim, esta canção é fantástica. Adoro o tom acústico dado pela guitarra de David Choi, a voz da Tasha, o rap suave, a gargalhada do Jordan no final. A mensagem é “batida”, sim, há imensas músicas sobre o ultrapassar dificuldades mas isso não tira o mérito a esta canção nem ao seu MV, que acho que está bem conseguido.

Sweet Dream é simplesmente brutal do princípio ao fim. É daquelas canções que anima, dá vontade de saltar, correr, pular. Já tinha sido lançada como single do EP dos MFBTY no início do ano, com direito a vídeo. O tom electrónico passa para um hip-hop e rap tão surpreendente que a mistura de ritmos e tempos ganha vida. Um dos pontos altos do álbum.

 

A canção seguinte, BizzyTigerYoonmirae, também faz parte do dito EP e, oh meu Deus, se a Sweet Dream é boa esta consegue ter uma energia ainda maior. Rap duro, com alma, ritmo. Aqui se vê porque são dos rappers mais respeitados na Coreia. Show them how it’s done!

 뭉쳐(All In Together) mantém os espíritos em alta, com mais uma canção energética.

A alternância de ritmos, instrumentos e vozes continua em GO, que mistura o piano, com tambores, assobios, criando mais uma canção que dá vontade de dançar!

Aproximamo-nos do final do “The Cure” e Get it in é coesa, a Tasha domina tudo. Continua a ser dinâmica e animada mas apresenta a característica que me parece ser fio condutor deste álbum: a junção de ritmos e letras melancólicas e suaves com batidas e raps quentes e animados. Já estão a dançar?

A versão reggae de 살자(The Cure) apresenta características típicas do género (a guitarra, o tom ska) que a classificam automaticamente como uma canção relaxada e ritmada. Apesar de tudo acho que está um pouco mal colocada depois de canções tão fortes, pois torna-se um bocado “seca” depois de tanta animação. Não quer no entanto dizer que não seja boa, é um excelente complemento à versão original.

 

Percebo o que algumas críticas que por aí andam dizem que o álbum é mais fraco do que o costume mas temos de ter em mente de que não é um álbum apenas de Drunken Tiger e sim um trabalho colaborativo entre três pessoas talentosas que, a meu ver, criaram um álbum menos “duro” mas que não deixa de ser coeso e de qualidade. Two thumbs up!

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2 thoughts on “The Cure 살자

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