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A Guerra da Coreia

O Norte e o Sul mergulham na guerra civil

Por mais que o governo de Yi Seungman (이승만) quisesse ser reconhecido como o único governo da Província da Coreia, era apenas um governo que representava metade da península. E a Coreia do Norte enfrentava o mesmo problema. Portanto, antes de um deles ser destruído, permaneceriam como meros “meios-governos”. Portanto, podia dizer-se que, estavam destinados a entrar em guerra.

O governo norte-coreano estabeleceu uma estratégia para conseguir a unificação através da guerra, e desde 1949 que a preparava, considerando que o triunfo comunista na China e a retirada dos EUA seria benéfico para os seus planos. Os oficiais do governo coreano visitaram Mao Zedong e Stalin para procurar ajuda na guerra e confirmaram-nos como seus aliados. A Coreia do Norte também ordenou o regresso das tropas norte-coreanas, que estavam ao serviço do Partido Comunista Chinês, para reforçar as suas forças militares.

Na primavera de 1950, a hostilidade entre o Norte e o Sul aumentou mais que nunca. Enquanto a Coreia do Norte preparava a guerra sobre o lema “Completa ocupação da pátria”, o Sul ostentava o lema “Unificação marchando para norte” e reforçou a política anti-comunista. A hostilidade entre eles ficou de tal forma que chegaram mesmo a espalhar propaganda repreendendo-se mutuamente e os confrontos ao longo do Paralelo 38 tornaram-se mais frequentes.

O início da guerra

A 25 de junho de 1950, a Coreia do Norte começou a guerra avançando para sul do Paralelo 38. Em meros 3 dias, tomaram Seul. E em 3 meses o exército conseguiu ir até à ponta mais a sudeste da Península Coreana. A unificação forçada por parte da Coreia do Norte parecia quase completa nesta altura. Em resposta, os EUA juntaram-se à luta apoiando a Coreia do Sul, a justificação da América para o seu envolvimento na Guerra das Coreia era a seguinte: proteger um país democrático de uma invasão comunista. As Nações Unidas também repreenderam a invasão e por isso concordaram enviar forças da ONU, compostas por 15 nacionalidades, para a Coreia com os EUA ao comando. A guerra entre as Coreias tornou-se então uma guerra internacional.

A 15 de Setembro de 1950 as tropas americanas completaram com sucesso a Operação “Desembarque em Incheon”, com um ataque repentino. As forças americanas iniciaram os seus ataques, e o rumo da guerra mudou, e não foi dado muito tempo ao exército norte-coreano para se retirar para o norte. As forças aliadas da Coreia do Sul e das Nações Unidas forçaram a retirada das tropas do Norte para lá do Paralelo 38, e no inverno chegaram a Amnokgang. Em dois meses, as forças aliadas ocuparam a maioria da região a norte do Paralelo 38. O governo norte-coreano esteve em risco de perder o seu regime.

Desembarque em Incheon

Contudo, quando a China entrou na guerra, mais uma vez a situação mudou. A China não considerava a Coreia do Norte apenas como um país camarada, com o qual se aliaram nas lutas contra os japoneses, estavam preocupados, pois consideravam que o colapso da Coreia do Norte representava um risco para a sua própria segurança. A China juntou-se à guerra enviando um grande número de tropas. Apesar da URSS não ter oficialmente participado na guerra, ajudou activamente a China e a Coreia do Norte. Nessa altura a Guerra da Coreia tinha-se tornado uma guerra que representava a animosidade da Guerra Fria.

No início de 1951, Seul foi novamente atacado pelas forças da China e Coreia do Norte. Depois as forças aliadas da ONU, forçaram-nos de volta ao norte do Paralelo 38, contudo, desta vez foram incapazes de ganhar terreno. No início da guerra, o exército sul coreano foi obrigado a retirar-se para o sudeste da península, e depois foi conseguiu avançar até à ponta norte da península. Contudo, no fim, todos se enfrentavam onde a guerra começou, no Paralelo 38.

A guerra continuou por três anos, e as duas Coreias perceberam que não seria possível unificar a península pela força. Em 1951, a União Soviética propôs um cessar-fogo. Porém, a animosidade entre as duas partes era ainda grande, e as negociações demoraram muito mais que o esperado. Enquanto estas decorriam muitos jovens perderam as suas vidas nas batalhas.

As consequências da guerra e as atrocidades cometidas contra a população civil.

A Guerra das Coreia fez com que um considerável número de vidas fosse perdido, levou à destruição de muitas montanhas, campos e cidades. Aproximadamente 150.000 soldados coreanos, 35.000 soldados das Nações Unidas e 520.000 soldados norte-coreanos e centenas de milhares de soldados chineses foram mortos. O número de mortes e feridos foi muito grande para ser contado. Durante a guerra muitos civis foram terrivelmente vitimizados. O número de mortes entre a população civil foi quase de um milhão de pessoas.

 

Um grande número de pessoas morreu por causa dos bombardeamentos, mas para além disso, as duas Coreias mataram um grande número de civis. No início da guerra, o exército sul-coreano, enquanto marchava em retirada para o sul, massacrou os civis que eles acreditavam ser a favor do comunismo. E mais tarde, quando o exército norte-coreano ocupou o Sul, executaram os civis que eram contra o comunismo. E quando a linha da frente da guerra se moveu para o Norte, mais uma vez muitas pessoas, que se acreditavam ser a favor do comunismo, foram assassinadas. Até os civis se mataram uns aos outros, quando a linha da frente da guerra mudava, os comunistas e anti-comunistas ocupavam “à vez” as aldeias e cidades, as pessoas matavam-se umas às outras acreditavam que essas pessoas eram seus inimigos.

As perdas financeiras foram enormes, 50.5% das fábricas foram destruídas. Cerca de 412.3 mil milhões de ₩ foram o prejuízo da guerra, cerca de 17 vezes o produto interno bruto da altura.

O cessar-fogo, contudo…

A 27 de julho de 1953, os EUA, Coreia do Norte e a China assinaram o tratado de cessar-fogo. Apesar dos confrontos físicos terem terminado, não foi o completo final da guerra, já que não levaram às negociações de paz.

Uma reunião entre líderes políticos, planeada para 3 meses depois do Tratado de Paz, nunca aconteceu. Em 1954, a Reunião de Genebra também falhou em encontrar uma solução para a paz: o Sul defendeu que sob a supervisão das Nações Unidas, o Sul e o Norte deviam votar para um governo unificado. Contudo, o Norte defendia que uma eleição geral deveria ter ligar depois da saída das Nações Unidas da Coreia.

Depois em 1954, não existiam mais discussões/reuniões sobre a unificação. Desde então até agora o exército da República da Coreia e as tropas dos EUA têm enfrentado o exército norte-coreano. A “linha de trégua” que substituiu o Paralelo 38 ainda continua um ponto de grande tensão.

As Coreias depois da Guerra: Formação de uma nação dividida

Depois do cessar-fogo ter começado, os EUA e a Coreia do Sul assinaram um tratado de defesa mútua. Também em 1951, os japoneses e os americanos concordaram concluir um tratado de aliança. Como resultado, a Coreia do Sul, os EUA, e o Japão construíram uma aliança, a Coreia do Norte, a China e a União Soviética criaram também uma aliança. Apesar de a guerra ter terminado a península ainda era um campo de batalha entre as alianças atrás referidas.

Sobre o lema do anti-comunismo, a Coreia do Sul apelidou o norte de “estado fantasma do comunismo” enquanto o Norte condenou o Sul como um “mero instrumento usado pelos EUA”. Os dois países uniram também o povo sob seu governo com slogans como “Marchando em direcção ao Norte” (Coreia do Sul) e “Libertação do Sul” (Coreia do Norte).

Yi Seungman

Resistir ao seu próprio governo era difícil para o povo das duas Coreias. No Sul, o regime de Yi Seungman continuou o seu regime autoritário com o apoio da polícia e de membros de gangs. Ele executou mesmo um membro importante da oposição, acusando-o (injustamente) de ser um espião comunista, Yi Seungman montou esta armadilha ao seu opositor porque este defendia a necessidade de uma unificação pacífica. No Norte Kim Ilsung conseguiu uma forte base de poder, eliminando primeiro todos os seus opositores políticos, que desafiaram o seu poder absoluto. Em 1956 ele monopolizou o poder na Coreia do Norte.

Kim Ilsung

Em 1953, quando a Guerra da Coreia terminou, os coreanos tiveram que reconstruir os seus países das cinzas. Foi também o início da história moderna da Coreia. A divisão do Sul e do Norte resultou em confrontos entre a China e o Japão, assim como entre os EUA e a União Soviética. O Sul e o Norte trocaram hostilidades enquanto construíram os seus regimes autoritários.

Fonte: A Korean History for international readers paginas: 283-291

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2 thoughts on “A Guerra da Coreia

  1. JÁ DEI UMA VISTA DE OLHOS, JÁ LI BASTANTE MAS AINDA TENHO MUITO PARA LER ! ADOREI ! SIMPLESMENTE ! MUITAS COISA QUE EU NÃO SABIA SOBRE A CULTURA QUE EU AMO.

  2. JÁ DEI UMA VISTA DE OLHOS, JÁ LI BASTANTE MAS AINDA TENHO MUITO PARA LER ! ADOREI ! SIMPLESMENTE ! MUITAS COISA QUE EU NÃO SABIA SOBRE A CULTURA QUE EU AMO.

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