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Mulheres de conforto

“Mulheres de conforto” é um eufemismo utilizado para designar as mulheres que foram usadas como escravas sexuais pelo exército japonês durante a II Guerra Mundial.

Acredita-se terem existido cerca de 200.000 “mulheres de conforto”, na sua maioria coreanas. Muitas já faleceram e as que ainda estão vivas esperam há 60 anos um pedido de desculpas oficial por parte do Japão.

Apesar da maioria destas escravas sexuais ser oriunda da Coreia e da China, cidadãs das Filipinas, Tailândia, Vietnam, Malásia, Taiwan, Indonésia e de outros territórios ocupados pelos japoneses também foram “mulheres de conforto”. Algumas japonesas que trabalhavam como prostitutas antes da guerra também se tornaram escravas sexuais dos japoneses.

As “estações de conforto”, eufemismo para os bordéis do exército japonês localizavam-se um pouco por toda a Ásia, nos territórios ocupados pelo império japonês. Muitas das escravas sexuais dos japoneses tinham menos de 18 anos e eram sujeitas a violações constantes. E quando ficavam grávidas eram obrigadas a abortar.

Muitas destas mulheres foram forçadas a abandonar as suas famílias, e as famílias que se recusavam a entregar as suas filhas eram espancadas ou mesmo assassinadas. Outras foram enganadas, eram-lhes prometidos trabalho em fábricas e acabavam nos bordéis dos japoneses.

Mas apesar de isto ter ocorrido durante a II Guerra Mundial, só em 1988 este assunto ficou a ser conhecido a nível internacional. Nesse ano, o Prof. Dr. Yun Chung Ok da Ehwa Woman’s University na Coreia do Sul começou a liderar um grupo de activistas que estudaram as mulheres de conforto. Em 1990 foi formado o Voluntary Service Corps Problem Resolution Council, que exigiu que o governo japonês admite-se que mulheres coreanas serviram de escravas sexuais, exigiram também um pedido de desculpas público, que fosse revelado tudo o que aconteceu, exigiram a criação de um memorial, uma compensação para as sobreviventes ou para as famílias e que os factos sobre as mulheres de conforto no ensino da história nas escolas.

Como resposta, o governo japonês negou que as mulheres tivessem sido obrigadas a trabalhar como escravas sexuais para os japoneses.

Em 1992, Yoshimi Yoshiaki da Chuo University encontrou documentos do tempo de guerra na biblioteca do Instituto para os Estudos da Defesa que confirmavam que era o exército japonês que geria os bordéis. No mesmo dia em que excertos desses documentos foram publicados nos jornais, o governo admitiu o seu envolvimento.

Aqui fica o testemunho de Kim Bok Dong, contado à CNN: “Quando comecei, o exército japonês batia-me frequentemente porque eu não era submissa. Todos os domingos os soldados iam ao bordel das 8 da manhã às 5 da tarde, aos sábados do meio-dia às 5 da tarde, mais os dias de semana. Era muito difícil de aguentar. Eu não conseguia levantar-me no fim do fim-de-semana. Tinha de “lidar” com muitos soldados, por isso estava fisicamente débil.”

A Sra. Kim diz que foi enviada para vários países asiáticos desde que tinha 14 anos. “Nasci como mulher, mas nunca tive vida de mulher. Eu fui levada para batalhas de exércitos estrangeiros e a minha vida foi arruinada”.

A Sra. Kim faz parte da organização não-governamental (ONG) “Korean council for the women drafted for militar sexual slavery by Japan”, que luta por um pedido de desculpas oficial do Japão.

Todas as semanas, desde há 20 anos, esta organização realiza um protesto em frente da embaixada do Japão em Seul. Durante os protestos, a embaixada mantem as cortinas fechadas e não faz comentários. Alguns Primeiro- Ministros japoneses já fizeram um pedido de desculpas pessoal, mas esta ONG não considera esses pedidos suficientes, porque “qualquer um pode fazer um pedido de desculpas verbal(….), eles precisam de adoptar soluções a nível oficial e nós precisamos de reparações legais (…), porque foi um crime institucionalizado por um país, eles forçaram mulheres à escravidão sexual durante um grande período de tempo”, afirma Yoon Mee Hyang que faz parte da ONG atrás referida.

Em 2011 foi colocada uma estátua em tamanho real de uma jovem, vestida com um hanbok, sentada de frente para a embaixada, apelidada de Monumento da paz, foi financiada por doações de cidadãos anónimos. A estátua tem uma mensagem clara: O Governo japonês deve admitir o que aconteceu a 200.000 mulheres asiáticas e fazer um pedido de desculpas formal. 

As “mulheres de conforto” são um assunto delicado entre a Coreia do Sul e o Japão, e continua a ensombrar as relações entre os dois países. Mas para as “mulheres de conforto” que ainda estão vivas – apenas 63 estão registadas na Coreia do Sul – é um assunto urgente pelo qual não podem esperar mais.

Fontes: troublecnnwikipediaworldculturepictorial

(Diz-se também que os coreanos que foram recrutados para lutar pelo exército japonês, aquando da ocupação da Coreia, também utilizaram os bordeis japoneses. Mas como só vi essa informação no wikipedia…..)

As mulheres de conforto chinesas: Aqui

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