사회 - Sociedade

Transexualidade na Coreia do Sul

Mini, vencedora do concurso Miss International Queen 2010

No outro dia vi uma reportagem sobre transexuais (homens que se tornam mulheres), katoey ou ladyboys na Tailândia. Na Tailândia existe uma forte cultura transexual, sendo que não existe qualquer tipo de discriminação. Os katoey são considerados o terceiro sexo nos documentos legais, ocupam cargos de poder, algumas escolas promovem essa liberdade de escolha dos alunos criando mesmo casas de banho “metade homem, metade mulher” com um símbolo especial. Todos os anos tem lugar um concurso intitulado “Miss International Queen “, que em 2011 foi vencido por Sammy e em 2010 por uma estonteante sul-coreana de 1,90, chamada Mini. Decidi por isso pesquisar sobre a cultura transexual na Coreia e este é o resultado!

Todos os países têm um nível diferente de tolerância em relação à transexualidade e percebi que li a Coreia do Sul encontra-se num intermédio mas a evoluir favoravelmente. Enquanto na Coreia do Sul não se criminaliza a homossexualidade masculina, também não existe proteção contra a discriminação de homossexuais, lésbicas ou transexuais. A história da Coreia, apesar de não ter grandes exemplos de literatura homoerótica, tem algumas figuras históricas que eram conhecidas pelas suas preferências homosexuais, desde reis a monges. Por exemplo, o rei Hyehong foi morto por ter favoritos na corte, ao passo que outros reis passavam algum tempo com os seus wonchung (amantes masculinos), conhecidos como chajewhi (“criados irmãozinhos”).

Nos anos noventa a comunidade LGBT começou a ser mais ativa e criaram-se então as organizações: Chingusai para os homens, Kirikiri para as mulheres e Solidarity for LGBT Human Rights in South Korea, a Korean Sexual Minority Culture and Rights Centre e Lesbian  and Gay Alliance Against Discrimination in Korea.

Vejamos alguns dos direitos dos transexuais na Coreia do Sul.

É possível mudar o seu género nos documentos legais, dependendo sempre da decisão de um juíz. No entanto a maioria dos casos têm sido aprovados e podem então registar-se não só como mulher mas como tendo nascido mulher. Apesar de as leis coreanas impedirem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o casamento de um transexual com um homem já é permitido. Os transexuais podem igualmente servir no exército e as leis de violação incluem agora a violação de homens e de transexuais considerando-a também crime, quando antes não o era porque “não podem engravidar”.

Estas mudanças de perspetiva devem-se em parte a Lee Kyung-eun, mais conhecida por Harisu. Este transsexual coreano tornou-se muito famoso, que além deter participado em dramas, programas televisivos, revistas, gravado vários álbuns, participou também em campanhas publicitárias  para a Dodo Cosmetics.  Em 2007, depois de ter mudado oficialmente o seu género, casou com o namorado Micky Jung. Harisu é um exemplo de coragem e foi a primeira transexual famosa, o que abriu portas para muitas pessoas.

Existiu também uma banda de K-Pop formada somente por transexuais, chamada Lady. Podem ver aqui o videoclip de “Attention”.

Apesar de todas estas leis e mudanças de mentalidade não deixa de existir discriminação e preconceito em relação aos transexuais na Coreia, sendo que é um tema um tanto ou quanto tabu, pois há uma ignorância geral em relação ao tema, tal como acontece com a homossexualidade.

Fontes: Transgriot; Gaylawnet; Gaynz

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