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Gisaeng 기생

As Gisaeng eram uma espécie de cortesãs (muito parecidas com as geishas japonesas) que entretinham os nobres (Yangbans) e a família real na Coreia. Eram famosas pela sua beleza e pelo seu talento em escrever e recitar poesia e prosa.

Surgem durante a Dinastia Goryo, o que faz delas mais antigas que as geishas. Estas mulheres nasciam numa classe baixa, chamada cheonmin, que inclui escravos, prostitutas, etc, mas apesar da sua classe baixa, dentro desta tinham um ranking mais alto que os outros, tendo direito a escravos que trabalhavam para elas. Como a classe era hereditária, os filhos das gisaeng pertenciam aos cheonmin com a excepção dos rapazes que fossem filhos de nobres ou de membros da família real. As raparigas (filhas de oficiais ou não) estavam destinadas à vida de gisaeng e começavam o seu treino aos 8 anos.

A hereditariedade não era o único meio para se ser uma gisaeng, as famílias pobres que não tinham meios para criar os filhos podiam vender as filhas à Gyobang (espécie de instituto que treina as gisaeng nas várias artes, entre elas a música, dança, pintura, etc…), até mulheres da aristocracia eram obrigadas a tornar-se gisaeng caso quebrassem alguma regra patriarcal.

O governo regulava as gisaeng e existia um registo para controlo da sua população, o Gijeok. Para uma gisaeng conseguir a sua liberdade, esta tem de ser autorizada pelo rei, depois de um pedido feito por um patrono rico ou um oficial do governo.

Quanto à sua instrução, as gisaeng eram ensinadas pelas Haengbu Gisaeng que para além da instrução das artes, também lhes ensinavamm etiqueta e como gerir os clientes. Caso as gisaeng cometessem algum erro as Haengbu Gisaeng eram responsabilizadas, em vez das gisaeng.

Em termos de relacionamentos amorosos, as gisaeng não eram encorajadas a manter relacionamentos com os clientes, mas podiam tornar-se concubinas de ministros ou patronos ricos depois destes pagarem uma soma ao governo. Engraçado é o facto das gisaeng poderem ter uma espécie de marido (os gibu). Estes não tinham qualquer poder legal sobre a mulher, dando-lhes só protecção e apoio económico. Claro que com a profissão das mulheres as cenas de ciúmes eram habituais!

O pico da carreira para as gisaeng era atingido entre os 17 e 18 anos, depois disso já não eram consideradas “frescas” e passavam a servir noutras áreas. Aos 50 anos eram obrigadas a reformar-se pelo governo e  retiradas da lista Gijeok.

Durante a sua carreira as gisaeng   frequentavam os banquetes dos oficiais do governo, onde deviam actuar e entreter os seus clientes. Estes pagavam os serviços com presentes e dinheiro. O pagamento era importante na vida da gisaeng porque eram elas que tinham de se manter, tendo de comprar tudo o que necessitavam.

O seu papel na política também era importante porque para além de receberam oficiais vindo do estrangeiro, eram ainda uma boa fonte de informação para o governo já que frequentavam diversos sítios importantes, ouvindo conversas dos que as requisitavam.

As gisaeng não tinham como única função o prazer dos outros e a sua presença foi importante para a cultura coreana, sendo aclamadas na literatura da Coreia.

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Créditos:

Kisaeng

Gisaeng

Fotos:

Google

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